sábado, 25 de janeiro de 2014

Metal Global da Antena 3 Rock fala com Zacky V.

O programa Metal Global que passa na rádio portuguesa Antena 3 Rock esteve à conversa com o Zacky Vengeance no dia da última passagem dos Avenged Sevenfold por Portugal.
Na entrevista são abordados vários temas, dentre eles os fãs, os álbuns mais antigos da banda e algumas comparações com os Metallica e os Guns N' Roses.
Neste episódio passou tambem a música Doing Time do álbum Hail To The King.
Para conferirem a entrevista cliquem aqui.
Abaixo segue a tradução:

Metal Global: Comecemos pela tour. Como está a correr?
Zacky Vengeance: Está a correr muito bem. Poder voltar à Europa, voltar a tantos países diferentes, tantas línguas diferentes, esgotar concertos, tocar em grandes palcos… É magnifico!

MG: Surpreende-vos que o vosso público ainda esteja a crescer com o passar do tempo?
ZV: É isso que todos esperamos como banda. Criamos música que adoramos e esperamos que ela se traduza aos nossos fãs no mundo inteiro. Estamos emocionados. Sempre que entramos em tour, damos o melhor concerto que conseguimos e esperamos que ele cada vez seja melhor e mais forte. Ver isso de facto a acontecer é fantástico.

MG: Passando ao Hail To The King, o vosso novo álbum, estão felizes com ele?
ZV: Absolutamente! Investimos nele bastante tempo, foi o álbum que mais tempo demoramos a escrever. Estivemos muitos meses no estúdio a gravar. Voamos para Nova Iorque por cerca de um mês para fazer a mixagem do álbum com o Andy Wallace. Estamos extremamente orgulhosos. Acho que conseguimos atingir tudo o que definimos quando começamos a escrever o álbum.

MG: Tenho que falar sobre isto: quando o álbum saiu, o Robb Flynn disse que ele era uma cópia dos Metallica e dos Guns N’ Roses. Vocês incomodaram-se com esses comentários?
ZV: Para ser sincero, cada grande artista inspira-se nos seus grandes artistas e cada mau artista inspira-se nos seus maus artistas. Não me interessa o que as pessoas dizem. A prova está no facto de que estamos a esgotar concertos no mundo inteiro. Eu acho que as pessoas apenas ficam com ciúmes e tentam fazer comparações, mas qualquer um pode pegar numa guitarra, escrever melhores músicas e serem melhores do que nós.

MG: Serão? (risos)
ZV: Essa é a questão!

MG: Eu gosto muito do Hail To The King. É um álbum muito mais direccionado, vocês vão muito pelo lado mais tradicional do Heavy Metal. Aproveitando a comparação com os Metallica, acham que este álbum pode ser para vocês como o Black Album foi para os Metallica?
ZV: É muito difícil dizer, porque esse álbum marcou um momento na carreira deles e levou-os a um novo patamar. Ele também criou uma grande barreira na comunidade do Metal e eu de certa forma vejo isso a acontecer com este álbum (Hail To The King). Nós escrevemos este álbum porque era o certo para nós fazermos. Temos tocado em grandes locais no mundo inteiro, temos sido cabeças de cartaz de vários festivais. É preciso haver simplicidade, por exemplo em certas partes da bateria. As nossas músicas não podem ser tão Trash e se vires o que já fizemos, isso está por tolo o lado. Desta vez quisemos fazer algo que tivesse mais atmosfera, em que as pessoas pudessem cantar juntamente com a canção e eu espero que isso defina o ponto onde estamos na nossa carreira e que isso nos leve ao próximo nível e parece que isso é o que está a acontecer.

MG: Quando eu estava a vir para o concerto estava a pensar que este pudesse ser o vosso Black Album e eu pensei que talvez o City Of Evil fosse o vosso Master Of Puppets e o Nightmare fosse o vosso ...And Justice For All. O que achas acerca disso? (risos)
ZV: Cada um dos nossos álbuns tem sido um passo em frente e ao ouvi-los podes pensar “eles são jovens, mas são muito ambiciosos”. Um álbum como o City Of Evil não é muito focado, tem um pouco de tudo. É muito Trashy, mas ao mesmo tempo também é melódico e há muito a acontecer. Há muita guitarra, muito overdub, muitos vocais, muitos vocais de apoio, as batidas da bateria são de loucos… Com o Nightmare tentamos focar a nossa forma de escrever e definir o nosso próprio som e eu acho que conseguimos isso e nas circunstâncias em que estávamos, o facto de termos perdido o The Rev que era o nosso melhor amigo... tivemos que fazer aquele álbum nas piores circunstâncias possíveis. Dessa forma, um lado mais frio e obscuro saiu daí mas isso também despertou a nossa paixão pelo qual nós fazemos isto e fez-nos trabalhar mais do que alguma vez trabalhamos. Com o Hail To The King estamos a juntar todos esses pedaços e a crescer um pouco. Estamos a ficar mais crescidos, mais maduros, olhamos para o que já fizemos e tentamos fazer algo diferente. Não espero que todos achem que foi o melhor álbum que já escrevemos, cada um tem a sua opinião. Algumas pessoas dizem que o melhor é o City Of Evil, algumas dizem que é o auto-intitulado, outros adoram o Nightmare, e também há quem ache que o melhor é o Hail To The King. Mas o que ele faz mesmo é colocar um novo espetro de música para quem nos ouve. Eles podem ter algumas músicas favoritas do Hail To The King, algumas músicas favoritas do Nightmare…Eu acho que essa é a chave. Apelar a todo o tipo de pessoas. Ninguém quer estar sempre a ouvir Trash e ninguém quer estar sempre a ouvir música progressiva. Eu mesmo gosto de ouvir um pouco de tudo. Desta vez eu não estava a ouvir Far Beyond Driven (álbum dos Pantera) como estava na altura do City Of Evil ou do Waking The Fallen. Nessa altura estávamos a ouvir imenso Pantera, muito Master Of Puppets… Desta vez estávamos a ouvir muito AC/DC e Black Sabbath. Obviamente adoramos o Black Album, é impossível não voltar a esse álbum para nos inspirarmos. É um álbum notável. E então nós quisemos prestar uma homenagem a todas as grandes bandas com as quais nós crescemos. É óbvio que nos inspiramos neles e eu acho que todas as bandas são inspiradas por outras grandes bandas. Portanto as influências vão passar para nós e eu acho que isso é, como eu já disse, o que acontece com todos os artistas.

MG: Falando de grandes bandas como os Metallica, os Iron Maiden, ou os Judas Priest: as carreiras deles vão acabar mais cedo ou mais tarde e eu li na Metal Hammer que o Matt (Shadows) disse que vocês estão prontos para carregar o testemunho delas. O Hail To The King já saiu e vocês estão a tocar para grandes plateias e tudo isso. Achas que estão mesmo preparados para serem a próxima banda de arena? Não digo agora, mas talvez em três anos. Achas que estão prontos para ter essa responsabilidade?
ZV: A cada concerto que damos e a cada decisão que tomamos, esperamos que um dia consigamos continuar o legado do Heavy Metal e do Rock. Porque ele já vem de há tanto tempo, há tantas bandas como os AC/DC, Black Sabbath, Korn, Metallica, Iron Maiden… Essas são as bandas que nós adoramos e se nós formos capazes de seguir os seus passos e um dia ter os filhos dos nossos fãs a ouvir as nossas músicas isso seria fantástico. Nós íamos adorar conseguir concretizar isso. Dessa forma vamos continuar a trabalhar todos os dias e a fazer o melhor que conseguirmos.

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