quinta-feira, 20 de março de 2014

Arin Ilejay: "Brasil está incluído no nosso roteiro de qualquer digressão"

No passado dia 15, dia em que a banda atuou no Rio de Janeiro, Arin Ilejay cedeu uma entrevista ao site brasileiro O Globo.
Vejam abaixo o que ele disse:
RIO - O Avenged Sevenfold é um fenômeno no Brasil e os integrantes sabem disso tão bem que em menos de seis meses estão de volta para uma longa turnê, que inclui duas passagens por São Paulo (o show da última quarta-feira teve ingressos esgotados, e haverá um extra no dia 20), Rio de Janeiro (neste sábado, às 21h30m, na HSBC Arena), Brasília (dia 16), Curitiba (dia 19) e Porto Alegre (dia 22). A história da banda com o país, onde se apresenta pela quinta vez, é intensa: os representantes californianos do metal alçaram um posto no Palco Mundo do Rock in Rio, em setembro de 2013, graças aos fãs, que encheram a caixa de mensagens de Roberto Medina com o pedido da inclusão no line-up e conseguiram.

— Há uma diferença óbvia entre nossos fãs do Brasil e os do resto do mundo. Vocês são muito apaixonados. O Brasil está incluído no nosso roteiro de qualquer turnê — diz o baterista Arin Ilejay, lamentando o pouco tempo que teve no país em 2013. — Tenho curiosidade de saber o que acontece culturalmente pelo mundo, mas me envergonho de assumir que não conheço músicas que não sejam em inglês. Espero que voltar seja uma chance de conhecer a música de vocês.
Agora, em vez das cem mil pessoas da Cidade do Rock, eles tocam em casas de show, sem dividir as atenções — e não terão que ouvir gritos de “Maiden, Maiden”, como no festival do ano passado, quando tocaram horas antes da banda de Bruce Dickinson. Ilejay diz que ama festivais e que adorou sentir a energia do Iron Maiden, “agitando milhares de pessoas” no último Rock in Rio. Mas reconhece as vantagens de um show solo:

— O bom de um show só nosso é que podemos fazer o que quisermos, e não há obrigação de investir nos hits — diz ele, contando que a turnê no Brasil terá músicas de todos os discos. — Num festival, você divide a atenção com fãs de outras bandas e o público passa o dia esperando o show, cansado, talvez com uma energia mais desgastada. Particularmente, amo festivais, por poder cruzar com bandas consagradas e novos nomes. Foi incrível ver o Iron Maiden agitando aquelas milhares de pessoas com a energia de como se eles fossem adolescentes.
Entre músicos com pseudônimos — João Cristo (Johnny Christ), M. Sombras (M. Shadows), Sinistro (Synyster Gates) e Vingança (Zacky Vengeance) —, Ilejay, que passou a integrar a banda oficialmente há pouco tempo, é o único que assina o próprio nome. Após a morte do baterista The Rev, em 2009, ele seguiu como músico contratado até participar da gravação do disco “Hail to the king” (2013).

— Eu estava nervoso na gravação. Apesar da ótima relação e de eu ter saído em uma bem-sucedida turnê com eles, sabia que aquela era a prova de fogo para ficar na banda — conta. — Eles queriam uma pegada de heavy metal old school. Nos dois primeiros dias de gravação ainda não tinha o conceito do disco na cabeça. Tive que reaprender a ter minhas próprias ideias.
Ilejay diz que, ao contrário da imagem que muitos têm de uma banda de metal, o camarim do grupo é sempre muito tranquilo:

— Depois do palco, a história muda um pouco. Mas ninguém é um drogado louco. A morte de Rev (por overdose de calmantes) fez a banda ficar mais forte.
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